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sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Whitney Houston - A Voz


Ela é considerada uma das maiores cantoras de todos os tempos. Juntando voz, presença, versatilidade, sucesso, beleza e polêmica. Whitney Houston foi um fenômeno da música pop nos EUA e no mundo. 

Há pouco mais de um mês eu assisti ao documentário: Whitney: Can I be me?, que foi lançado na Netflix. Fiquei surpreso e emocionado com a história dessa diva; seu começo, ascensão e sucesso inquestionável. Foram centenas de prêmios que a consagraram, milhões de cópias de discos vendidos. Além de seus discos e shows, Whitney também atuou como atriz em seis filmes. Ela morreu em 2012, com 48 anos, supostamente por causa de problemas decorrentes do consumo excessivo de álcool e drogas.

Assista ao trailer desse documentário aqui em nosso blog:


Ela já era famosa mas, em 1992, com o lançamento do filme O Guarda Costas (The Bodyguard), sua carreira artística foi ao estrelato máximo. Sua atuação como protagonista, tendo Kevin Costner como coadjuvante, foi um sucesso; o filme bateu recordes de bilheteria e a trilha sonora acompanhou esse desempenho, vendendo 44 milhões de cópias em todo o mundo, capitaneado pela música I Will Always Love You.
Por isso, ao escrever sobre Whitney Houston, escolhi o álbum dessa trilha sonora para compartilhar com você. Desse álbum, ela gravou seis das treze músicas.


Lista das músicas do álbum "The Bodyguard":

1. "I Will Always Love You" - Whitney Houston (Parton)
2. "I Have Nothing" - Whitney Houston (Foster/Thompson-Jenner)
3. "I'm Every Woman" - Whitney Houston (Ashford/Simpson)
4. "Run To You" - Whitney Houston (Houston/Friedman/Rich)
5. "Queen Of The Night" - Whitney Houston (Babyface/Houston/Reid/Simmons)
6. "Jesus Loves Me" - Whitney Houston (Caldwell/Winans)
7. "Even If My Heart Would Break" - Kenny G And Aaron Neville (Golde/Gurvitz)
8. "Someday" - Lisa Stansfield (Devaney/Morris / Stansfield)
9. "It 'S Gonna Be A Lovely Day" - The S.O.U.L S.Y.S.E.M. (Clivillés/Cole/Never/Scarborough/Visage/Withers)
10. "(What 'S So Funny 'Bout) Peace, Love And Understanding" – Curtis Stigers (Lowe)
11. "Waiting For You" - Kenny G
12. "Trust In Me" - Joe Cocker Feat. Sass Jordan (Beghe/Midnight/Swersky)
13. "Theme From Bodyguard" – Alan Silvestri (Silvestri)


Para ouvir este álbum completo agora no Spotify, clique aqui.

Para ouvir o álbum no Deezer, clique aqui.

Para conhecer todo o repertório de Whitney Houston  disponível no Spotify, clique aqui.



É isso, Whitney, I will always love you! R.I.P.




Referências:

domingo, 12 de novembro de 2017

Caipira, sô!

Mais uma vez me deparo com a dúvida na classificação de um conjunto de músicas. Devo dizer música country? Não; é um nome em inglês para músicas tipicamente brasileiras. Quem sabe música rural? Horrível... Estou tentando fugir de música sertaneja por causa da banalização que se criou em torno desse gênero. Embora os especialistas chamem as mais tradicionais de música sertaneja raiz, e as mais "modernas" de sertanejo universitário... Ora, minha escolha para essa denominação é Música Caipira, sô!

E fui buscar alguns clássicos dessas músicas caipiras, tanto em termos de canções como de seus intérpretes para elaborar esta nova playlist do tipo Top10.

Por isso escolhi o Sérgio Reis, Almir Sater, Renato Teixeira, Roberta Miranda, Inezita Barroso, Tonico e Tinoco, Milionário e José Rico, Chitãozinho e Xororó. Um grupo heterogêneo mas que representa um tipo de música brasileira, autêntica, que fala das coisas simples do interior do país. Coisas da terra, lembranças, romance, tendo por base o som da viola. Algumas com versos tristes, outras mais poéticas, umas com letras jocosas e muitas contando histórias. É um tipo de música que tem um público específico e passa por um certo preconceito, pois alguns acham brega, cafona, ou coisa parecida.

Uma imagem típica quando se pensa na música caipira é uma roda de amigos, contando histórias, bebendo pinga, cantando e tocando a viola. Não é à toa que os mais famosos programas de TV dedicados à música caipira tinham esse tipo de cenário, apresentados por excelentes contadores de histórias como é o caso de Inezita Barroso (programa Viola, Minha Viola) e Rolando Boldrin (programas Som Brasil, Empório Brasil e Senhor Brasil). Inezita Barroso ficou 35 anos no ar com o seu programa, até falecer, em 2015. E o Boldrin, permanece no ar, também por mais de 35 anos. Para os fãs desse gênero, os dois programas vão ao ar aos domingos na TV Cultura, às 9h e às 10h da manhã.

Programa Sr Brasil - TV Cultura

As dez músicas caipiras que eu escolhi para esta playlist foram essas:

Um violeiro toca - Almir Sater
Majestade, o sabiá - Roberta Miranda
Romaria - Renato Teixeira
O Menino da Porteira - Sérgio Reis
No Rancho Fundo - Chitãozinho e Xororó
Panela Velha - Sérgio Reis
Luar do Sertão - Roberta Miranda
Tristeza do Jeca - Tonico e Tinoco
Estrada da Vida - Milionário e José Rico
Moda da Pinga - Inezita Barroso

Para ouvir as músicas no Spotify, clique aqui.

O vídeo da semana é uma homenagem à Inezita Barroso, que encarnou a música caipira e a divulgou Brasil afora, com seu carisma e vitalidade. O vídeo nos mostra a interpretação de Inezita Barroso da famosa música, que lhe trouxe tanto sucesso no passado: Lampião de Gás. Quanta saudade você me traz!



Referências:

Programa Viola, Minha Viola: http://tvcultura.com.br/programas/viola/
Programa Sr Brasil: http://tvcultura.com.br/programas/srbrasil/
Dicionário Cravo Albin da Música Brasileira: http://dicionariompb.com.br/musica-sertaneja/dados-artisticos

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

João Bosco, nas águas da Guanabara

Há muito tempo nas águas da Guanabara, o Dragão do Mar reapareceu... Quem reconhece essa estrofe, lembra da música de João Bosco e Aldir Blanc, cuja interpretação mais famosa foi feita por Elis Regina.

Um dia desses, almoçando com amigos, alguém me perguntou:
- No seu blog não tem nada do João Bosco!?
Eu fiquei mudo por alguns instantes e depois respondi, quase envergonhado:
- Ainda não...
Depois fiquei pensando na razão dessa absurda lacuna, em quase um ano deste blog. Talvez tenha sido o fato de João Bosco não se encaixar em nenhum dos temas das playlists que preparei no primeiro semestre. Sua música é única, diferente, forte e sem enquadramento formal. Taí a minha justificativa inicial. No segundo semestre, priorizei os álbuns, e mesmo assim ele ficou de fora. Bom, sem desculpas, a decisão correta é esta, ouvir João Bosco agora!

E na hora de escolher o álbum, não tive dúvidas. Olhei as imagens das capas e reconheci aquela do meu velho LP: Caça à raposa, 1975. Um disco que ouvi inúmeras vezes, lado A e lado B.

LP Caça à Raposa - 1975 (imagem: Sinister Vinyl Collection)

Lado A: 01. O Mestre-Sala dos Mares / 02. De Frente pro Crime / 03. Dois pra Lá, Dois pra Cá / 04. Jardins de Infância / 05. Jandira da Gandaia / 06. Escadas da Penha

Lado B: 01. Casa de Marimbondo / 02. Nessa Data / 03. Bodas de Prata / 04. Caça à Raposa / 05. Kid Cavaquinho / 06. Violeta de Belfort Roxo

Com todas as músicas compostas por João Bosco e seu parceiro Aldir Blanc, um time de músicos de primeira e arranjos de Cesar Camargo Mariano, o disco é uma maravilha da música brasileira.


Para ouvir este álbum no Spotify, clique aqui.

Para ouvir este álbum no Deezer, clique aqui.


Passando por vários ritmos e temas, suas letras falam de história, cotidiano, romance e por aí vai. Quem se lembra, por exemplo, dessa deliciosa estrofe, que eu transcrevo a seguir? A música se chama "Dois pra lá, dois pra cá".


Sentindo frio em minh'alma 
Te convidei pra dançar
A tua voz me acalmava 
São dois pra lá, dois pra cá

Realmente, faz muito tempo que nas águas da Guanabara essas músicas eram muito ouvidas. Aliás, lançado na década de 70, uma de suas músicas teve que ser modificada para que pudesse ser gravada. Uma exigência da censura, durante a ditadura militar. Exatamente essa que fala de João Cândido, o "Almirante Negro", contando em verso e melodia um pouquinho da "Revolta da Chibata", episódio da história do Brasil. Transcrevo na íntegra, a música que era pra ser chamada de Almirante Negro e se chamou Mestre-Sala dos Mares. Em negrito estão as palavras ou frases que tiveram que ser modificadas por exigência da censura.

O Mestre-Sala dos Mares
(Letra original sem censura)*
Por João Bosco e Aldir Blanc

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão do mar reapareceu
Na figura de um bravo marinheiro
A quem a história não esqueceu

Conhecido como o almirante negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao navegar pelo mar com seu bloco de fragatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas

Rubras cascatas jorravam das costas
Dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração de toda tripulação
Que a exemplo do marinheiro gritava então

Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais

Salve o almirante negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais

Mas faz muito tempo.

E pra fechar, um vídeo com essa música, cantada pelo próprio João Bosco, acústico, voz e violão. Lembrando que o João Bosco continua na ativa, fazendo shows e lançando discos!