Translate

domingo, 7 de outubro de 2018

Cálice, Cale-se


Cálice (Cale-se)
(Chico Buarque e Gilberto Gil)

Linda interpretação dessa música pelo MPB4, em um show realizado este ano no Teatro da UFF - Universidade Federal Fluminense, em Niterói, RJ.

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Tô te cuidando de longe, tô te amando no meu canto

Tô te cuidando de longe / Tô te amando no meu canto / Diga que está feliz / Que daqui eu vou me virando

Esse é o refrão da música Cuidando de Longe, que reuniu Gal Costa e Marília Mendonça, em uma das faixas do novo álbum da Gal. Um encontro de certa forma inesperado, mas em um trabalho bem cuidado e de muito bom gosto. Dizem que Gal cedeu à sofrência de Marília, mas como você pode ver no vídeo, elas parecem ter curtido muito esse encontro.

Essas parcerias entre novatas e veteranas é proveitosa para ambas, além de agradar o mercado da música e os fãs de diferentes gerações. E também permite que esses fãs conheçam melhor o trabalho de uma e de outra.

Algumas parcerias recentes, nesse mesmo estilo, renderam turnês conjuntas de sucesso, como foi o caso de Nando Reis e Anavitória ou de Zeca Pagodinho e Maria Bethânia.

É preciso destacar, porém, que o novo álbum de Gal Costa (A Pele do Futuro), vai muito além dessa parceria que estamos destacando até aqui. No disco, Gal também canta com Bethânia em uma das faixas e interpreta músicas de vários compositores, entre eles, Guilherme Arantes, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Djavan, só para citar alguns.

Mas vamos então começar com a música que deu o título para a publicação de hoje em nosso blog, com verso e melodia. E ao final, o álbum completo, disponível no Spotify.

Cuidando de longe
(Marília Mendonça / Juliano Tchula /Junior Gomes / Vinicius Poeta)

Amar sozinho também é amor um passarinho me contou
Que você não é só isso que aparenta ser
Sei você não sabe quem sou eu de onde esse amor nasceu
Se nunca perdeu o seu tempo pra me conhecer

Você se olha dentro do espelho
E não enxerga seu avesso sua parte mais bonita
Tenta manter escondida por de trás desse cabelo
Dentro desses olhos negros e da sua vida confusa

Quem sabe um dia isso muda e você pare pra me reparar

Tô te cuidando de longe
Tô te amando no meu canto
Diga que está feliz
Que daqui eu vou me virando

E se eu tiver distante
Não quer dizer que não amo
Tô ensaiando a despedida
Mesmo tendo outros planos



E o álbum A Pele do Futuro já está em todas as mídias digitais para você ouvir Gal Costa dando aquele show de talento que todos nós conhecemos, ao longo dos 53 anos de carreira artística dessa diva da música brasileira.


Para ter acesso direto ao álbum A Pele do Futuro,use o botão abaixo ou este link: https://open.spotify.com/album/1K9kdxE8GhOHuOnFYxoBco

Aperte o Play e vá em frente!



Referências:



sábado, 22 de setembro de 2018

Quando o segundo Sol chegar...

Taí uma coisa que eu sempre gosto de saber. De onde veio a ideia de uma determinada música. 

Em um vídeo publicado em seu canal do YouTube, o Nando Reis conta como foi a composição da música O Segundo Sol, um enorme sucesso nos anos 90.

E o mais legal é que a história que ele conta passa pela filosofia, tolerância, respeito, verdades, crenças...enfim, não foi à toa o sucesso dessa música.

O vídeo é um pouco longo para os padrões da Internet e da nossa correria por informação em gotas (15 minutos). Mas vale a pena ver com calma, se divertir com a forma tranquila e bem humorada da narrativa e no final, curtir só ele, voz e violão, cantando como será quando o segundo sol chegar.

Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as órbitas dos planetas
Derrubando com o assombro exemplar
O que os astrônomos diriam se tratar
De um outro cometa

Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse, você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza
De que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia
Sem explicação

Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as órbitas dos planetas
Derrubando com o assombro exemplar
O que os astrônomos diriam se tratar
De um outro cometa

Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse, você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza
De que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia
Sem explicação

Explicação, não tem
Não tem explicação

Explicação, não tem
Sem explicação!

Explicação, não tem
Explicação!
Não tem, não tem!


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

E por falar em saudade, onde anda você?

Passando pelo Boteco Cevada, em Copacabana, em plena segunda-feira, ouvi aquele som, típico da MPB, tocada no banquinho e violão. Naquele dia e naquela hora, o bar estava um pouco vazio, mas a força e emoção do artista permaneciam a mesma. E me lembrei da clássica homenagem de Milton Nascimento e Fernando Brandt a esses músicos maravilhosos que encantam os nossos olhos e ouvidos, a qualquer dia, hora ou lugar.


Foi nos bailes da vida / Ou num bar em troca de pão / Que muita gente boa pôs o pé na profissão / De tocar um instrumento e de cantar / Não importando se quem pagou quis ouvir / Foi assim.

Pois nesse dia, quem estava lá, sem se importar se quem pagou quis ouvir, era o Pedrinho (Pedro Vasconcellos). Com sua voz firme, repertório distinto e interpretação suave, ele estava  encantando o cliente errante, que bebia uma cerveja e comia um bolinho de carne seca com catupiri.



E assim, a música vai fazendo a sua perenidade. Nenhuma tecnologia vai substituir a beleza e simplicidade de sentar e ouvir alguém mostrando a sua arte, ali na sua frente, sem palco, luz, maquiagem, distância.

E quando o cliente parou para filmar o Pedrinho, por uma boa coincidência (isso existe?), sabe o que ele estava tocando? "Onde anda você", de Vinícius de Moraes e Hermano Silva. Que fala de amor, de bares, e música. E deixei um pedacinho aqui para você.




E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer
E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você

Para quem ainda não conhece, o Boteco Cevada mantém essa tradição de oferecer boa música, diariamente, para o cliente fiel ou não, apenas passante, andante ou errante.

Viva a música!

Referências:

Boteco Cevada. Praça Serzedelo Correa, 27. Copacabana. (http://facebook.com/botecocevada)

Pedrinho (Pedro Vasconcellos):
Instagram: https://www.instagram.com/pedrinhomusica/
Facebook: https://www.facebook.com/pedrinhomusica/
Site: http://pedrinhomusica.com/ 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Eu quero um banho de cheiro

Tem artista que ilumina qualquer palco com sua própria luz, que canta e encanta, que muda o clima.

Elba Ramalho é uma delas e um bom exemplo foi o show de encerramento do evento Rio Gastronomia 2018, no final de agosto.

A chuva caiu forte mas o povo não arredou o pé, cantando e dançando do início ao fim. Muita alegria, bom humor e talento! Foi um banho de cheiro!

Eu quero um banho de cheiro
Eu quero um banho de lua
Eu quero navegar
Eu quero uma menina
Que me ensine noite e dia
O valor do bê-a-bá
O bê-a-bá dos seus olhos
Morena bonita da boca do rio
O bê-a-bá das narinas do rei
O bê-a-bá da bahia
Dançando alegria
Magia, magia, nos filhos de gandhi
No bê-a-bá dos baianos
Que charme bonito, foi o santo que deu
No bê-a-bá do senhor do bonfim
No bê-a-bá do sertão
Sem chover, sem colher
Sem comer, sem lazer,
O beabá do brasil





terça-feira, 4 de setembro de 2018

Todos cantam Roberto

Ele é um fenômeno em inúmeros aspectos.

Desde a década de 60 vem fazendo sucesso, mesmo tendo mudado o estilo ao longo desses anos.

Mas entre todos os estilos, a proposta de oferecer a música romântica foi a que prevaleceu.

Muitos artistas iniciaram a carreira na música aprendendo a tocar e cantar suas músicas. E tanto os mais jovens como os veteranos, o reverenciam em shows, discos e regravações. É quase certeza de sucesso cantar Roberto Carlos.

Por isso fizemos essa lista, chamada Todos cantam Roberto. O título é uma constatação, seja em programas de rádio e televisão, em CDs e DVDs, muitos deles só com músicas do Rei.

Essa lista é para você que curte Roberto Carlos, mesmo em outras vozes e ritmos. Aperte o play e pode curtir Alcione, Erasmo Carlos, Nara Leão, Bruno & Marrone, Lulu Santos, Nana Caymmi, Claudia Leite, Emílio Santiago, Kid Abelha, Jota Quest, Titãs, Vanessa da Mata, Caetano, Ana Carolina, Fernanda Takai, Zezé de Camargo & Luciano, Roberta Miranda, Roberto Leal, Agnaldo Timóteo e Thiago Farra. Todos cantando Roberto!


Link para a playlist:
https://open.spotify.com/user/ripemattos/playlist/3PGy0F4NLBFzY36M4kb0r1

Entre todas essas regravações, escolhi este vídeo da Fernanda Takai, ao vivo, cantando "Você já me esqueceu".




Você já me esqueceu

Vem,
Você bem sabe que aqui é o seu lugar
E, sem você, consigo apenas compreender
Que sua ausência faz a noite se alongar

Vem,
Há tanta coisa que eu preciso lhe dizer
Quando o desejo que me queima se acalmar
Preciso de você para viver

É noite, amor
E o frio entrou no quarto que foi seu e meu
Pela janela aberta onde eu me debrucei
Na espera inútil e você não apareceu

Você já me esqueceu
E eu não vejo um jeito de fazer você lembrar
De tantas vezes que eu ouvi você dizer
Que eu era tudo pra você

Você já me esqueceu
E a madrugada fria agora vem dizer
Que eu já não passo de nada pra você
Você já me esqueceu

Você já me esqueceu
Você já me esqueceu

É noite, amor
E o frio entrou no quarto que foi seu e meu
Pela janela aberta onde eu me debrucei
Na espera inútil e você não apareceu

Você já me esqueceu
E eu não vejo um jeito de fazer você lembrar
De tantas vezes que eu ouvi você dizer
Que eu era tudo pra você

Você já me esqueceu
E a madrugada fria agora vem dizer
Que eu já não passo de nada pra você
Você já me esqueceu

Você já me esqueceu
Você já me esqueceu

Você não veio amor
Você já me esqueceu.

domingo, 26 de agosto de 2018

Prêmio da Música Brasileira 2018 e Luiz Melodia

Tente passar pelo que estou passando, tente me amar por que estou te amando...

Gostou desse início, hein? Pois neste ano, a edição número 29 do Prêmio da Música Brasileira, fez uma homenagem especial ao autor desses versos, Luiz Melodia, que morreu em agosto de 2017.

Por isso, nos intervalos entre as premiações, foram apresentadas algumas de suas principais músicas, interpretadas por artistas que foram seus colegas, parceiros ou simplesmente admiradores.

Bom, a festa do prêmio foi muito legal, com a presença de Alcione, João Bosco, Iza, Moacyr Luz, Leci Brandão, Caetano, Bethânia, Indiana Nomma, Fabiana Cozza, Yamandu Costa, Baby do Brasil, Sandra de Sá, Lenine, Zezé Motta e por aí vai, com um time de craques, na plateia e no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Entre as músicas de Luiz Melodia, uma delas não me sai da cabeça, Pérola Negra, com uma emocionante interpretação de Caetano, Bethânia e a família Veloso: Moreno, Zeca e Tom Veloso. Aliás, essa música deu nome ao primeiro disco de Luiz Melodia, no ano de 1973, após o tremendo sucesso da gravação de Gal Costa dessa mesma música.

Por isso, estou registrando aqui em nosso blog, o vídeo dessa música na apresentação do Prêmio, e também o álbum original Pérola Negra, com 10 músicas, entre elas, além da música título, a famosa e por que não dizer, antológica, Estácio, Holly Estácio (...se alguém quer matar-me de amor que me mate no Estácio...).

Bom, chega de papo e vamos para as músicas, começando com o álbum e depois com o vídeo.
Link para o álbum no Spotify: https://open.spotify.com/album/0z6AZB5WmsXHHgvQLRYCty



Pérola Negra

Tente passar pelo que estou passando
Tente apagar este teu novo engano
Tente me amar pois estou te amando
Baby, te amo, nem sei se te amo

Tente usar a roupa que estou usando
Tente esquecer em que ano estamos
Arranje algum sangue, escreva num pano
Pérola Negra, te amo, te amo

Rasgue a camisa, enxugue meu pranto
Como prova de amor mostre teu novo canto
Escreva num quadro em palavras gigantes
Pérola Negra, te amo, te amo

Tente entender tudo mais sobre o sexo
Peça meu livro querendo eu te empresto
Se inteire da coisa sem haver engano
Baby te amo, nem sei se te amo

Baby te amo, nem sei se te amo
Baby te amo, nem sei se te amo





Se você gosta de música, curta, compartilhe e siga o nosso blog aqui no Google+ ou no facebook, através do link: facebook.com/vemvindoumamelodia

domingo, 5 de agosto de 2018

Música ao vivo, com Beatles, sempre uma boa opção

Bares e restaurantes com música ao vivo representam uma das melhores opções quando se pretende sair à noite. E há escolhas possíveis para todos os estilos de música.

No Rio de Janeiro, aos sábados, uma escolha certa para quem curte as músicas dos Beatles é vivenciar uma banda cover. O bar e restaurante Severyna, no bairro de Laranjeiras, oferece essa opção aos seus clientes há muitos anos e o local já se transformou em um ponto de encontro para os "beatlemaníacos", mas também para quem quer ouvir um som que marcou várias gerações.



Eu já conheci duas dessas bandas cover, com idades e estilos diferentes mas ambas demonstrando que a música dos Beatles continua viva, seja onde for.

Uma delas é a Eleanor Beatles Band, um grupo jovem, animado e respeitado pelas gerações mais antigas que curtiram e curtem o som dos garotos de Liverpool. No vídeo abaixo, publicado em nossa página do facebook, você pode ter uma ideia do som desses garotos cariocas, que tocaram no Severyna por 15 anos, mas agora estão em outros lugares da noite do Rio.




Uma outra banda cover, eu conheci no sábado passado, também se apresentando no Severyna. É a The Walrus Beatles Band. A formação é diferente, com um grupo sênior, que gosta de tocar Beatles  com muita garra e qualidade. Também tem um vídeo aqui para você conhecer um pouquinho do som dessa galera.




Se você gostou da proposta dessas bandas cover, seguem as referências para sua programação.

Bar e Restaurante Severyna de Laranjeiras:

Eleanor Beatles Band

The Walrus Beatles Band



domingo, 22 de julho de 2018

Tony Silva, artista de rua

O artista de rua é um herói; romântico, corajoso e cheio de esperança. A rua não é um bom lugar para encontrar um talento? Aqui neste vídeo está o Tony Silva, cantando e tocando o seu violão, ao lado do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, centro da cidade do Rio de Janeiro. Antes ele tocava no Metrô mas agora o visual é melhor!
Este vídeo foi publicado pela primeira vez na página Vem Vindo uma Melodia, no facebook.

 

Para vê-lo no Metrô, sem se importar se quem passou quer ouvir, está no YouTube:
https://youtu.be/vC9MMpoe87Q

Se gostou do nosso blog, compartilhe com os amigos que gostam de música.

E clique aqui para conhecer a nossa página no facebook, curtir e seguir. O endereço é este:
https://www.facebook.com/vemvindoumamelodia/

terça-feira, 12 de junho de 2018

Dia dos Namorados e a música romântica de Roberto Carlos

No dia dos namorados, há muitas listas para escolher. Mas há um cantor brasileiro que supera todos os outros quando o assunto é romance.

Por isso, nesse dia dos namorados, resolvemos publicar uma playlist denominada Roberto Carlos Romântico Top 10. Tenho quase certeza que você vai curtir.

"Eu sou aquele amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores..."

Para ouvir no Spotify, clique aqui.

São dez músicas que caracterizam muito bem o romantismo que não sai de moda:

Olha
Como vai você
Você já me esqueceu
Café da manhã
O gosto de tudo
Amante à moda antiga
Eu preciso de você
Outra vez
Esse Cara sou Eu
Detalhes


Endereço da playlist no Spotify:

Então, falou em romance, esse cara sou eu.
"O cara que sempre te espera sorrindo / Que abre a porta do carro quando você vem vindo / Te beija na boca, te abraça feliz / Apaixonado te olha e te diz / Que sentiu sua falta e reclama / Ele te ama / Esse cara sou eu"

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Stand by Me, sob a regência de Karen Gibson

Uma música se destacou no final de semana: Stand by Me, um clássico gospel que já teve mais de 400 regravações desde seu lançamento na década de 60. E o destaque foi por causa da belíssima interpretação feita pelo Coral do Reino Unido, sob a regência de Karen Gibson, durante a cerimônia de casamento real entre Harry e Meghan, na Inglaterra.


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Somos os Cantores do Rádio

Para as cantoras do rádio houve música e musical. Mas quem foram os cantores do rádio?

Um dia desses fui puxando a memória da minha mãe e, um por um, fomos elencando alguns cantores da antiga e seus sucessos das décadas de 30 e 40. Voz empostada, paletó, cabelo engomado, essas eram algumas das características desses que fizeram enorme sucesso nas emissoras de rádio do Brasil.

Ao fazermos essa lista, elencamos os seguintes nomes, escolhendo-os como as referências principais para serem chamados de Os Cantores do Rádio. Vamos a eles: Carlos Galhardo, Vicente Celestino, Francisco Alves, Orlando Silva e Sílvio Caldas.



Com isso, homenageando a terceira idade, o rádio e a nostalgia, preparamos essa playlist.

Muitas das músicas são conhecidas até hoje por terem sido regravadas por vários outros artistas ao longo dos anos. Mas aqui colocamos as gravações com seus intérpretes originais.

Entre elas você vai ouvir:
Deusa da minha rua (Sílvio Caldas)
Carinhoso (Orlando Silva)
O Ébrio (Vicente Celestino)
Fascinação (Carlos Galhardo)
Nervos de Aço (Francisco Alves)

E por aí vai, esse festival de sucessos da antiga.

Para ouvir a lista no Spotify, clique aqui.



Agora coloque para tocar para sua mãe, pai, avós, bisavós, enfim, dependendo da sua idade, para quem você acha que vai curtir essa lista de verdade.


E para terminar, em um vídeo de 1978, Sílvio Caldas canta Chão de Estrelas, na TV Cultura.


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Flávio Venturini, Bach e o Céu de Santo Amaro

Um dia desses uma amiga me mostrou a música Céu de Santo Amaro, do Flávio Venturini,  e me contou que a melodia é uma adaptação de uma Cantata de Bach. E eu, na minha completa ignorância sobre esse fato fiquei quietinho na hora, como se já soubesse...

Mas todo dia é dia de aprender. Ainda mais no universo da música. E lá fui eu.

Descobri que essa história já deu pano pra manga, e até acusação de plágio chegou a ser cogitada.

Mas que nada, quem conhece a sensibilidade de Flávio Venturini e a qualidade de suas composições, deduz na hora que a inspiração e o bom gosto foram a razão fundamental da escolha. A música ficou linda e fez um enorme sucesso, principalmente na versão em dueto com Caetano Veloso, que foi tema de uma novela. Confira a letra:

Céu de Santo Amaro

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós

A força desse amor
Nos invadiu
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você
Meu amor
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu
Então
Veio a certeza de amar você






E quanto à música original de Johann Sebastian Bach? Bom, uma das características de suas composições eram as cantatas, ou seja, sinfonias cantadas, usualmente com coros ou corais.

Em seu caso, muitas delas foram feitas para a igreja luterana. É o caso da Cantata BWV 156, apresentada pela primeira vez no ano de 1729. Essas composições clássicas tinham várias partes e algumas delas por sua características, beleza, harmonia, enfim, ficavam marcadas mais do que a obra como um todo. No caso dessa Cantata, a parte inicial, instrumental, também chamada de Arioso, é um desses casos e foi a inspiração, duzentos e setenta anos depois, para a composição do Flávio Venturini.

J.S. Bach
O vídeo seguinte mostra uma interpretação dessa parte, o Arioso da Cantata BWV 156, de Johann Sebastian Bach. Interpretação de Georg Mertens (Cello) e Gavin Tipping (piano).



Para finalizar, deixo com você uma playlist de músicas do Flávio Venturini, contendo Céu de Santo Amaro, Trem Azul, Todo Azul do Mar e outros sucessos. Aperte o play e pode curtir.






http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2015/05/flavio-venturini-lanca-songbook-com-60-musicas-dos-40-anos-de-carreira.html


quinta-feira, 29 de março de 2018

Sala Cecília Meireles, um espaço de muita música

No domingo passado tive a oportunidade de voltar à Sala Cecília Meireles, depois de muitos anos, e dessa vez com o meu filho, para assistir a uma apresentação da OSB - Orquestra Sinfônica Brasileira.

Um espetáculo de curta duração, mas muito bem organizado, que integra a série Concerto da Juventude. Um repertório clássico, acompanhado de explicações sobre o compositor, sua época e sua música.

O que eu assisti foi o último da série Festival Mozart, com a OSB sob a regência do jovem, talentoso e premiado maestro Lee Mills. O concerto abordou um repertório dos últimos anos de Mozart e sua influência em Beethoven e teve o seguinte programa:

Wolfgang Amadeus Mozart:
Sinfonia No.40, em Sol Menor, K.550 - Molto allegro
Cosí Fan Tutte, K.588 - Abertura
A Flauta Mágica, K.620 - Abertura
Sinfonia No.40, em Sol Menor, K.550 - Allegro assai

Ludwig van Beethoven:
Sinfonia No.5 em Dó Menor, Op.67 - Allegro

Wolfgang Amadeus Mozart:
Sinfonia No.41, em Dó Maior (Júpiter), K.551 - Allegro vivace


Foi bom rever a Sala Cecília Meireles, depois de uma grande reforma. Localizada no Largo da Lapa, no centro da cidade do Rio de Janeiro, o prédio se destaca pela arquitetura e beleza. Por dentro, um tratamento acústico de primeira e assentos confortáveis. Os preços dos ingressos são bem acessíveis, principalmente para os Concertos da Juventude, realizados nas manhãs de domingo. Um excelente investimento em cultura, passeio e prazer.


Vista da plateia, esperando o início do espetáculo

Se você for nas manhãs de domingo, poderá aproveitar para um passeio nas redondezas, conhecendo a Escadaria Selarón (foto), o bondinho de Santa Teresa ou almoçando no tradicional restaurante Os Ximenes. Se for à noite, pode seguir direto do concerto para dançar um samba, em uma das casas noturnas da Lapa.


Turistando na Escadaria Selarón, toda revestida de azulejos

Para a lista de músicas desta publicação de hoje, selecionei uma das playlists elaboradas pela própria Sala Cecília Meireles e disponível no Spotify; chama-se Sala Brasileira. São vinte músicas de Heitor Villa Lobos, Francisco Mignone, Radamés Gnattali, Ernesto Nazareth entre outros representantes da nossa música instrumental.
  


Bom, agora é a sua vez de visitar a Sala Cecília Meireles e curtir uma boa música. Se não puder ir de imediato, faça essa visita virtual, acompanhando o vídeo abaixo.



Referências:

sexta-feira, 9 de março de 2018

Dia Internacional da Mulher 2018

Dia Internacional da Mulher. 8 de março. Mulher e Música. Pensando nessa combinação, que se manifesta há tantos anos de maneira harmoniosa, nossa homenagem está nesta playlist. Uma mistura de sons, ritmos, estilos, épocas e idiomas tendo em comum a interpretação feminina. Com Maria Bethânia, Gal Costa, Ivete Sangalo, Elis Regina, Nara Leão, Lady Gaga, Celine Dion, Katy Perry, Edith Piaf, Laura Pausini, Donna Summer, Anavitória, Mariah Carey, Marília Mendonça, Alcione, Maria Rita, Rita Lee, Simone e Simaria , Amy Winehouse, Mercedes Sosa e muito mais.

Essas mulheres e muitas outras você vai ouvir nesta playlist

Para ouvir esta playlist, clique aqui.



Para saber mais sobre a origem do Dia Internacional da Mulher, veja essa publicação no blog Endereço da Prevenção: https://enderecodaprevencao.blogspot.com.br/2016/03/dia-internacional-das-mulheres.html

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Meu Deus, meu Deus, está extinta a escravidão?

Encerrados os desfiles das Escolas de Samba, um deles se destacou pela coragem do carnavalesco. Ao se posicionar de forma clara sobre o momento político atual e conseguir fazer a ponte com o período da escravidão, a Escola de Samba Paraíso do Tuiuti, do Rio de Janeiro, causou uma grande polêmica.

Vampiro Neoliberalista - personagem do carro alegórico da Tuiuti


O enredo criticou a reforma trabalhista, a precarização do trabalho, o governo Temer, as manifestações que culminaram no golpe parlamentar de 2016, enfim, uma crítica social em forma de samba, alegorias e adereços, com inteligência e independência.

Ala dos Manifestoches

Mas como o nosso blog é dedicado à música, vimos destacar aqui o samba enredo, composto pelo fabuloso Moacyr Luz, com Cláudio Russo, Jurandir, Zezé e Aníbal. Veja a beleza e a força desses versos e depois os acompanhe com a melodia em uma versão acústica. #Tuiuti #vemvindoumamelodia #carnaval2018

Meu Deus, Meu Deus, Está Extinta a Escravidão?

Irmão de olho claro ou da Guiné
Qual será o seu valor? Pobre artigo de mercado
Senhor, eu não tenho a sua fé e nem tenho a sua cor
Tenho sangue avermelhado
O mesmo que escorre da ferida
Mostra que a vida se lamenta por nós dois
Mas falta em seu peito um coração
Ao me dar a escravidão e um prato de feijão com arroz

Eu fui mandiga, cambinda, haussá
Fui um Rei Egbá preso na corrente
Sofri nos braços de um capataz
Morri nos canaviais onde se plantava gente

Ê Calunga, ê! Ê Calunga!
Preto velho me contou, preto velho me contou
Onde mora a senhora liberdade
Não tem ferro nem feitor

Amparo do Rosário ao negro benedito
Um grito feito pele do tambor
Deu no noticiário, com lágrimas escrito
Um rito, uma luta, um homem de cor

E assim quando a lei foi assinada
Uma lua atordoada assistiu fogos no céu
Áurea feito o ouro da bandeira
Fui rezar na cachoeira contra bondade cruel

Meu Deus! Meu Deus!
Seu eu chorar não leve a mal
Pela luz do candeeiro
Liberte o cativeiro social

Não sou escravo de nenhum senhor
Meu Paraíso é meu bastião
Meu Tuiuti o quilombo da favela
É sentinela da libertação


Samba Enredo em versão acústica, interpretado por Grazzi Brasil

Referências:


domingo, 11 de fevereiro de 2018

Década de 60 gerou um musical brasileiro da melhor qualidade

Tive a oportunidade de assistir, neste mês de fevereiro, ao espetáculo "60 Década de Arromba, um Documento Musical", no Theatro NetRio. E como foi bom ver gente jovem e talentosa no palco, botando pra quebrar com muita dança, música e figurinos. São 24 atores, que também são dançarinos e cantores, com uma orquestra ao vivo e muita disposição.


Esta é a cena da música: "Por favor, pare agora!"

E a Wanderléa? Bom ela é a isca perfeita para atrair o público, curioso para rever ou conhecer a famosa Ternurinha. E é perfeita, porque não decepciona. Mostra carisma, vitalidade, talento, alegria e uma emoção visível e contagiante.


Wanderléa, em plena forma, esbanjando carisma e talento

O espetáculo, prepare-se, tem mais de 3 horas de duração, considerando um pequeno atraso no início e um intervalo.

Mas dá gosto de ver uma produção muito bem cuidada, uma equipe talentosa e várias inovações cênicas.

Pra quem gosta de música, é imperdível, uma vez que a trilha sonora da década de 60 é apresentada tanto com os sucessos nacionais quanto os internacionais. Artistas que ainda hoje são conhecidos e lembrados e outros nem tanto, daquela época, aparecem nas projeções de fotos com recortes de jornais e revistas, áudios e vídeos. Ao mesmo tempo, os atores-cantores-dançarinos nos brindam com interpretações coreografadas dos sucessos do rádio, cinema e TV.

O viés cômico do grupo, garante boas risadas ao longo do espetáculo. A produção cuidadosa e detalhista garante surpresas cênicas, do início ao fim. E aos saudosistas, a presença de Wanderléa garante a emoção de vê-la tão bem, cinquenta anos depois dessa festa de arromba que ela participou tanto e ajudou a marcar a história da música dos anos 60.


O Carnaval representado no espetáculo

A resenha oficial do espetáculo, sucesso no Rio e São Paulo, diz assim:


Fruto de uma extensa pesquisa feita por Frederico Reder e Marcos Nauer, 60! Década de Arromba – Doc. Musical começa com um prólogo, em 1922, contando a chegada do Rádio no Brasil, para em seguida mostrar o início da Televisão e aí sim, sua popularização na década de 1960.  A partir desse ponto, a peça narra os principais acontecimentos, apresentando mais de cem canções dos mais diversos gêneros. De Roberto e Erasmo, passando por Dalva de Oliveira, Cauby Peixoto, Elvis Presley, Beatles, Tony e Celly Campello, Bibi Ferreira, Edith Piaf, Tom e Vinicius, Milton Nascimento, Gil e Caetano, Maysa, Geraldo Vandré e tantos outros nomes importantes na música.


O nosso blog é assim, se a música foi tratada com carinho e respeito, tem espaço garantido por aqui. Afinal, Vem vindo uma Melodia!

#vemvindoumamelodia #60docmusical

Assista aqui a uma das cenas do espetáculo, mesclando a referência ao lançamento da boneca Barbie com o sucesso da música Estúpido Cupido.



Referências:


https://www.facebook.com/60docmusical/

https://pt.wikipedia.org/wiki/60!_Década_de_Arromba_-_Doc._Musical

http://www.theatronetrio.com.br/pt-br/programacao/487/60!_DÉCADA_DE_ARROMBA_-_DOC._MUSICAL_-_ÚLTIMAS_SEMANAS.html




segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Caó e a luta contra o racismo

Nesse domingo, morreu Carlos Alberto Caó de Oliveira, uma grande liderança do movimento negro no Brasil, especialmente em seus dois mandatos parlamentares, na década de 80, em que se destacou pela aprovação da Lei Caó, contra o racismo e outros tipos de preconceito. Foi ele quem garantiu a inclusão do combate ao racismo na Constituição de 88 e a lei de tipificação dos crimes de racismo, no ano seguinte.



Lázaro Ramos entrevista Carlos Alberto Caó, em 2012

Caó foi uma liderança popular, que exerceu o cargo de Secretário de Estado de Trabalho e Habitação, durante o Governo de Leonel Brizola, no Rio de Janeiro.


Carlos Alberto Caó de Oliveira

Ao lembrar que foi em 1988 que a Unidos de Vila Isabel ganhou seu primeiro título no Carnaval Carioca, com o samba "Kizomba, a Festa da Raça", achei oportuno homenagear o Caó e a sua luta, com esse samba campeão, aqui interpretado por Martinho da Vila.

Afinal, a música sempre foi um instrumento importante para reforçar as lutas dos movimentos sociais e o samba uma das mais expressivas manifestações culturais dos negros brasileiros.



Desfile da Unidos de Vila Isabel em 1988


Valeu Caó!

Kizomba, a Festa da Raça
(Rodolpho, Jonas e Luiz Carlos da Vila)



Valeu, Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terra, céus e mares
Influenciando a abolição

Zumbi, valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e Maracatu
Vem, menininha
Pra dançar o Caxambu

Ô,ô, Ô,ô
Nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô,ô
Ô,ô,ô,ô
Clementina, o pagode é o partido popular
Sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que congraça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção

Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição

Que magia
Reza, ajeum e Orixá
Tem a força da cultura
Tem a arte e a bravura
E o bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais

Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede e nossa sede
De que o apartheid se destrua

Valeu, Zumbi
O grito forte dos Palmares
Que correu terra, céus e mares
Influenciando a abolição
Zumbi, valeu
Hoje a Vila é Kizomba
É batuque, canto e dança
Jongo e Maracatu
Vem, menininha
Pra dançar o Caxambu
Ô,ô, Ô,ô
Nega mina
Anastácia não se deixou escravizar
Ô,ô
Ô,ô,ô,ô
Clementina, o pagode é o partido popular
Sacerdote ergue a taça
Convocando toda a massa
Neste evento que congraça
Gente de todas as raças
Numa mesma emoção

Esta Kizomba é nossa constituição
Esta Kizomba é nossa constituição

Que magia
Reza, ajeum e Orixá
Tem a força da cultura
Tem a arte e a bravura
E o bom jogo de cintura
Faz valer seus ideais
E a beleza pura dos seus rituais

Vem a Lua de Luanda
Para iluminar a rua
Nossa sede é nossa sede
De que o apartheid se destrua
--