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quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A Poemúsica de Paulo César Pinheiro

Não acontece todo dia. Conhecer, apertar a mão e trocar algumas palavras com alguém que você admira, que você lê, que você canta, que você reflete com suas palavras e versos. Foi assim pra mim, quando estive no lançamento do livro Poemúsica, do escritor, poeta, compositor, Paulo César Pinheiro. (foto de Cristina Lacerda).


Eu, tietando, Paulo Cesar Pinheiro. foto: @cristinalacerdafotografa


Eu não compro jornal diariamente, ainda mais  agora, quando as notícias não me atraem e me assustam. Mas naquele dia eu passei na banca perto de casa, comprei o meu JB e segui para pegar o metrô. No vagão, abri o jornal e no Caderno B, página inteira, estava uma grande reportagem sobre o Paulo César Pinheiro. Falava sobre o seu trabalho e sobre o seu aniversário de 70 anos, no ano que vem. Destacava que ele estava lançando um livro novo, de poesia, que em breve algumas daquelas páginas deveriam se transformar em músicas, que o nome do livro é Poemúsica, e que o lançamento seria naquele mesmo dia, na livraria Blooks, pertinho da minha casa!


Poemúsica, editora 7 Letras.


Programa agendado na hora. Sair do trabalho às 18h30 no máximo, pegar o metrô ou o ônibus, chegar no início do evento, comprar o livro e garantir um autógrafo.

Antes que você fique se perguntando porque tudo isso com esse autor, veja o nome deste blog e da minha página no facebook: Vem Vindo uma Melodia. A frase é um verso da música Poder da Criação, composta por ele e João Nogueira. Ou seja, sou seu fã declarado e por sua poemúsica fui inspirado a criar esses ambientes virtuais de versos e melodias.

Como eu já escrevi em outra ocasião, não há sambista que não tenha bebido dessa fonte. Ele tem mais de 1.300 músicas gravadas. Aliás, não consigo imaginar como isso é possível. Tem livros de poesia, peças de teatro e dois romances publicados. É o poder da criação materializado e perpetuado. E suas músicas não são essas batidinhas fáceis ou sambinhas de rimas bobas, como alguns que estou me aventurando a compor meio que escondido. Estou falando de samba poesia, de sentimento, de protesto, de exaltação, de reverência, de tudo ou quase tudo.

É a cultura popular se manifestando e conquistando espaço em vozes de muitos artistas que as gravaram ou que compuseram com ele: João Nogueira, seu grande parceiro, Clara Nunes, sua companheira que partiu tão cedo (Voa meu sabiá, até um dia!), Baden Powell, Elis Regina, Simone, Dori Caymmi, MPB4, enfim, não dá para enumerar. E gerações mais novas também entraram de sola nessa seara, gravando suas músicas, como é o caso de Diogo Nogueira, Teresa Cristina, Ana Costa, Casuarina, Seu Jorge, Nilze Carvalho...

Para ouvir algumas das músicas dele, veja nas referências, ao final deste texto, a playlist que eu fiz no Spotify, com uma pequena seleção de dez canções: Portela na Avenida, Saudades da Guanabara, Súplica, EspelhoCordilheira, Juparanã, Chorando pela Natureza, Minha Missão, Poder da Criação, O dia em que o morro descer e não for Carnaval.

Mas vamos voltar ao livro, à noite de autógrafos e tudo o mais.

Cheguei na livraria, comprei o livro e entrei na fila, pensando no que dizer a ele. Em um papelzinho colocaram o meu nome, ou seja, nem isso ele ia precisar falar comigo. E a foto? Tirar uma "selfie"? Sem coragem, pois sou muito tímido. Pensei em pedir a alguém da fila. Ah timidez que me prende! Chegou a minha vez. Avancei, cumprimentei, ele escreveu a dedicatória e eu então consegui falar mais ou menos isso: eu fiz um blog amador, inspirado na sua música blá blá blá e pronto, calei. Ele sorriu, agradeceu, posou para a nossa foto (tinha uma fotógrafa!) e desejou sucesso para o blog.


Livro autografado


Próxima tarefa: conseguir aquela foto. Conversei rapidamente com a fotógrafa Cristina Lacerda que estava fazendo a cobertura do evento, ela me apresentou ao George Patiño, da assessoria de imprensa do autor. Conversamos e combinamos que ele me enviaria a foto depois (e assim ele fez). Saí dali feliz da vida, e fui direto para a minha aula de cavaquinho. Essa vida de aprendiz de sambista é divertida!

E o livro? O livro é maravilhoso. Abordando sentimentos de todas as formas, é um convite à reflexão e uma fonte de inspiração. Muito amor, muita fé e muita coragem em suas páginas.

Na contracapa está o poema que eu reproduzo aqui:

Canto de Lembrança 
A lembrança sempre vem à noite,
Toma a mente, depois vem pro peito.
Chega fraca depois vira açoite
Machucando o coração de jeito
 
É difícil de conter o pranto
Se a lembrança é de um amor desfeito,
Que a tristeza lembra sempre um canto
De lembrança que antes já foi feito.
 
A saudade encosta o barco, mansa
E por dentro a água do mar me invade.
Minha alma é a rota da lembrança.
Minha vida é o porto da saudade.

Mas o poema que eu mais gostei, está logo nas primeiras páginas do livro. Ele aborda o susto, o alarme, o espanto com a violência e a maldade. Me lembrou uma de suas músicas, Cordilheira, eternizada na voz da Simone, na qual ele quer descobrir onde o mal nasce e destruir sua semente. Mas nesse poema, Cultivo, ele quer cultivar uma semente, a esperança. Eu também.

No vídeo a seguir, eu faço a leitura desse poema, Cultivo, que me emocionou e com o qual eu me identifiquei. Não deixe de assistir.



#PauloCesarPinheiro #Poemúsica #7letras #poemas #poesia #música #mpb #samba #Cultivo

Referências:


Paulo Cesar Pinheiro Top10, playlist:

https://open.spotify.com/playlist/387hfhpW4Zi1eCDn2Xt2wT

Paulo César Pinheiro: Os recânticos de vários caboclos. Jornal do Brasil:

https://www.jb.com.br/cultura/2018/11/954299-entrevista--paulo-cesar-pinheiro-os-recanticos-de-varios-caboclos.html

O Poder da Criação. Vem vindo uma Melodia:

https://vemvindoumamelodia.blogspot.com/2017/01/o-poder-da-criacao.html

Paulo Cesar Pinheiro, compositor e poeta brasileiro. Vem vindo uma Melodia:

https://vemvindoumamelodia.blogspot.com/2017/04/paulo-cesar-pinheiro-compositor-e-poeta.html

Instagram:

Paulo Cesar Pinheiro, oficial: @paulocesarpinheirooficial

George Patiño, Assessoria de Imprensa: @georgepatino0209


Cristina Lacerda, fotógrafa: @cristinalacerdafotografa

quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Gonzaguinha, o eterno aprendiz - espetáculo musical

No início de novembro, fiquei sabendo que o espetáculo estava novamente em cartaz e como eu estava no centro da cidade, corri até o Teatro João Caetano, para garantir o meu ingresso.

Mas quando cheguei no teatro, dei de cara com a bilheteria fechada.  Bom, da vez anterior fiquei esperando uma desistência que não aconteceu e voltei frustrado para casa. Mas dessa vez estava no início da nova e curta temporada e decidi não desistir.



O cartaz que estava na porta do teatro dava todas as dicas para a compra dos ingressos, com o horário de funcionamento da bilheteria, com o site do Ingresso Rápido ou... com reserva pelo WhatsApp. E foi o que eu fiz, ainda que meio desconfiado. Reservando pelo zap é mais barato!



Mais tarde recebi a confirmação e lá fomos nós para o show. E que show!

Uma banda incrível com os músicos Rafael Toledo (Guitarra, violão e voz), Alcione Ziolkowski (bateria), Omar Fontes (teclados), Buga Júnior (sax, flauta e cavaquinho) e Dudu Dias (baixo), acompanhada pelos cantores Paulo Francisco ‘Tutuca’, Bruna Moraes e Nathallie Alvin, se revezando no vocal.

E o ator Rodrigo Silvestre, interpretando o Gonzaguinha, contando a história de sua vida e de suas músicas. Entre as falas, as músicas; os seus maiores sucessos. Um formato diferente, simples, mas eficaz para quem vai querendo música e recordação.


A força da história do querido e saudoso Luiz Gonzaga Júnior serve como um fio condutor emocionante. E a vinculação da sua vida com as suas músicas foi feita com muita propriedade, valorizando a poesia das composições, que falam de amor, de paixão, de revolta, de resistência e de esperança. E a vida? E a vida o que é, diga lá meu irmão?

O repertório do show passa por cerca de 16 músicas, entre elas, Começaria tudo outra vez; Diga lá, coração; Grito de Alerta; Não dá mais pra segurar; É; E vamos à luta!

Suas músicas estão presentes em nossas vidas até hoje, pois expressam de forma direta e clara os sentimentos que são perenes. Vejam nesse trecho, por exemplo, da música E vamos à luta, observando a sua atualidade:


Eu acredito é na rapaziada / Que segue em frente e segura o rojão / Eu ponho fé é na fé da moçada / Que não foge da fera e enfrenta o leão / Eu vou à luta com essa juventude / Que não corre da raia a troco de nada / Eu vou no bloco dessa mocidade / Que não tá na saudade e constrói / A manhã desejada

Tudo se encaixou perfeitamente naquele show, até mesmo o teatro, o mesmo Teatro João Caetano no qual Gonzaguinha participou de festivais de música no início de sua carreira.


Teatro João Caetano, Rio de Janeiro
Bom, coloquei aqui um link para o álbum Bis, uma coletânea disponível no Spotify, para você escutar Gonzaguinha agora, pois não sei se vai dar tempo de você ir no show, se o show vai passar pela sua cidade ou se você vai correr atraś dele por aí. Enquanto isso vai escutando por aqui!

Gonzaguinha Bis 2 CDs - 28 músicas:



E no vídeo abaixo, um pedacinho do final do show, que, obviamente, tinha que ser com esse hino de alegria e esperança, com a participação entusiasmada do público. O que é, o que é?




segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Música ao vivo na Feira da Glória

A Glória é um bairro tradicional da cidade do Rio de Janeiro, que está na história e nas crônicas da cidade, com várias referências conhecidas do público. Entre elas, por exemplo, a Igreja do Outeiro da Glória, a Marina da Glória, o relógio da Glória, o Palácio São Joaquim ("Casa do Bispo"). Além de estabelecimentos comerciais antigos e tradicionais, como os restaurantes Taberna da Glória, Vila Rica e Casa da Suíça.

O bairro é predominantemente residencial, apertado entre a Lapa e o Catete, ou seja, em uma localização privilegiada, ainda mais com a Estação do Metrô que leva o seu nome.


Música ao vivo, na Feira da Glória

Mas de todas essas referências, a que me faz escrever esse texto é a Feira da Glória. A feira livre que é realizada aos domingos, ao longo da Avenida Augusto Severo e terminando (ou começando) no Largo da Glória. E é exatamente no Largo da Glória que eu estava em um domingo, acompanhando mais uma apresentação dessa gente maravilhosa: os músicos que tocam nas ruas e praças. No entorno de uma banca de cerveja e bolinhos de bacalhau (Bacalhau do Mazzaropi), lá estavam o Reinaldo e seus amigos, voz, violão, cavaquinho e percussão eletrônica alegrando o povo que sentado ou em pé, cantava junto, dançava, sorria e aplaudia aquele repertório alegre. Quem quisesse e pudesse colaborar, colocava sua contribuição ali mesmo, mas a música era pra todos.


Erika e a sua voz de uma grande sambista

Na informalidade da rua, e nos imprevistos, de repente chegou a Erika, para dar uma canja e ali ficou por um bom tempo surpreendendo os passantes e os ficantes com sua voz firme, mandando bem no samba, com um repertório de primeira. Coloquei uma pouquinho dessa experiência no vídeo abaixo. Mas só um pedacinho, pra você ficar com vontade de passar por lá e ver quem estará se apresentando.

Já escrevemos aqui várias vezes sobre os músicos que também tocam e cantam nas ruas. E vamos continuar registrando esses artistas geniais e corajosos, que a gente encontra sem querer e depois sempre quer mais.



No vídeo, a interpretação da música de Mauro Duarte, que fez sucesso na voz de Clara Nunes:

Lama

Pelo curto tempo que você sumiu
Nota-se aparentemente que você subiu
Mas o que eu soube a seu respeito
Me entristeceu, ouvi dizer
Que pra subir você desceu
Você desceu

Todo mundo quer subir
A concepção da vida admite
Ainda mais quando a subida
Tem o céu como limite

Por isso não adianta estar
No mais alto degrau da fama
Com a moral toda enterrada na lama

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

Uma dor assim pungente, não há de ser inutilmente.

Sei que uma dor assim pungente, não há de ser inutilmente!

Essa música está na memória de todos nós com a voz de Elis Regina. Mas seus autores são João Bosco e Aldir Blanc. No vídeo que segue depois da letra, João Bosco toca e canta esse sucesso em um show. Na verdade, quem canta e se emociona é a plateia. E eu, ao reproduzir aqui esta poesia. Viva a música!



O bêbado e a equilibrista

Caía
A tarde feito um viaduto
E um bêbado trajando luto
Me lembrou Carlitos

A lua
Tal qual a dona de um bordel
Pedia a cada estrela fria
Um brilho de aluguel

E nuvens
Lá no mata-borrão do céu
Chupavam manchas torturadas
Que sufoco!

Louco
O bêbado com chapéu-coco
Fazia irreverências mil
Pra noite do Brasil
Meu Brasil

Que sonha
Com a volta do irmão do henfil
Com tanta gente que partiu
Num rabo de foguete

Chora
A nossa pátria, mãe gentil
Choram Marias e Clarisses
No solo do Brasil

Mas sei
Que uma dor assim pungente
Não há de ser inutilmente:
A esperança
Dança, na corda bamba de sombrinha
E em cada passo dessa linha
Pode se machucar

Azar
A esperança equilibrista
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar



Referência da imagem:

domingo, 7 de outubro de 2018

Cálice, Cale-se


Cálice (Cale-se)
(Chico Buarque e Gilberto Gil)

Linda interpretação dessa música pelo MPB4, em um show realizado este ano no Teatro da UFF - Universidade Federal Fluminense, em Niterói, RJ.

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue


Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como beber dessa bebida amarga
Tragar a dor, engolir a labuta
Mesmo calada a boca, resta o peito
Silêncio na cidade não se escuta
De que me vale ser filho da santa
Melhor seria ser filho da outra
Outra realidade menos morta
Tanta mentira, tanta força bruta

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Como é difícil acordar calado
Se na calada da noite eu me dano
Quero lançar um grito desumano
Que é uma maneira de ser escutado
Esse silêncio todo me atordoa
Atordoado eu permaneço atento
Na arquibancada pra a qualquer momento
Ver emergir o monstro da lagoa

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

De muito gorda a porca já não anda
De muito usada a faca já não corta
Como é difícil, pai, abrir a porta
Essa palavra presa na garganta
Esse pileque homérico no mundo
De que adianta ter boa vontade
Mesmo calado o peito, resta a cuca
Dos bêbados do centro da cidade

Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
Pai, afasta de mim esse cálice
De vinho tinto de sangue

Talvez o mundo não seja pequeno
Nem seja a vida um fato consumado
Quero inventar o meu próprio pecado
Quero morrer do meu próprio veneno
Quero perder de vez tua cabeça
Minha cabeça perder teu juízo
Quero cheirar fumaça de óleo diesel
Me embriagar até que alguém me esqueça

terça-feira, 2 de outubro de 2018

Tô te cuidando de longe, tô te amando no meu canto

Tô te cuidando de longe / Tô te amando no meu canto / Diga que está feliz / Que daqui eu vou me virando

Esse é o refrão da música Cuidando de Longe, que reuniu Gal Costa e Marília Mendonça, em uma das faixas do novo álbum da Gal. Um encontro de certa forma inesperado, mas em um trabalho bem cuidado e de muito bom gosto. Dizem que Gal cedeu à sofrência de Marília, mas como você pode ver no vídeo, elas parecem ter curtido muito esse encontro.

Essas parcerias entre novatas e veteranas é proveitosa para ambas, além de agradar o mercado da música e os fãs de diferentes gerações. E também permite que esses fãs conheçam melhor o trabalho de uma e de outra.

Algumas parcerias recentes, nesse mesmo estilo, renderam turnês conjuntas de sucesso, como foi o caso de Nando Reis e Anavitória ou de Zeca Pagodinho e Maria Bethânia.

É preciso destacar, porém, que o novo álbum de Gal Costa (A Pele do Futuro), vai muito além dessa parceria que estamos destacando até aqui. No disco, Gal também canta com Bethânia em uma das faixas e interpreta músicas de vários compositores, entre eles, Guilherme Arantes, Gilberto Gil, Adriana Calcanhoto, Djavan, só para citar alguns.

Mas vamos então começar com a música que deu o título para a publicação de hoje em nosso blog, com verso e melodia. E ao final, o álbum completo, disponível no Spotify.

Cuidando de longe
(Marília Mendonça / Juliano Tchula /Junior Gomes / Vinicius Poeta)

Amar sozinho também é amor um passarinho me contou
Que você não é só isso que aparenta ser
Sei você não sabe quem sou eu de onde esse amor nasceu
Se nunca perdeu o seu tempo pra me conhecer

Você se olha dentro do espelho
E não enxerga seu avesso sua parte mais bonita
Tenta manter escondida por de trás desse cabelo
Dentro desses olhos negros e da sua vida confusa

Quem sabe um dia isso muda e você pare pra me reparar

Tô te cuidando de longe
Tô te amando no meu canto
Diga que está feliz
Que daqui eu vou me virando

E se eu tiver distante
Não quer dizer que não amo
Tô ensaiando a despedida
Mesmo tendo outros planos



E o álbum A Pele do Futuro já está em todas as mídias digitais para você ouvir Gal Costa dando aquele show de talento que todos nós conhecemos, ao longo dos 53 anos de carreira artística dessa diva da música brasileira.


Para ter acesso direto ao álbum A Pele do Futuro,use o botão abaixo ou este link: https://open.spotify.com/album/1K9kdxE8GhOHuOnFYxoBco

Aperte o Play e vá em frente!



Referências:



sábado, 22 de setembro de 2018

Quando o segundo Sol chegar...

Taí uma coisa que eu sempre gosto de saber. De onde veio a ideia de uma determinada música. 

Em um vídeo publicado em seu canal do YouTube, o Nando Reis conta como foi a composição da música O Segundo Sol, um enorme sucesso nos anos 90.

E o mais legal é que a história que ele conta passa pela filosofia, tolerância, respeito, verdades, crenças...enfim, não foi à toa o sucesso dessa música.

O vídeo é um pouco longo para os padrões da Internet e da nossa correria por informação em gotas (15 minutos). Mas vale a pena ver com calma, se divertir com a forma tranquila e bem humorada da narrativa e no final, curtir só ele, voz e violão, cantando como será quando o segundo sol chegar.

Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as órbitas dos planetas
Derrubando com o assombro exemplar
O que os astrônomos diriam se tratar
De um outro cometa

Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse, você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza
De que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia
Sem explicação

Quando o segundo sol chegar
Para realinhar as órbitas dos planetas
Derrubando com o assombro exemplar
O que os astrônomos diriam se tratar
De um outro cometa

Não digo que não me surpreendi
Antes que eu visse, você disse
E eu não pude acreditar
Mas você pode ter certeza
De que seu telefone irá tocar
Em sua nova casa
Que abriga agora a trilha
Incluída nessa minha conversão
Eu só queria te contar
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia
Sem explicação

Explicação, não tem
Não tem explicação

Explicação, não tem
Sem explicação!

Explicação, não tem
Explicação!
Não tem, não tem!


segunda-feira, 17 de setembro de 2018

E por falar em saudade, onde anda você?

Passando pelo Boteco Cevada, em Copacabana, em plena segunda-feira, ouvi aquele som, típico da MPB, tocada no banquinho e violão. Naquele dia e naquela hora, o bar estava um pouco vazio, mas a força e emoção do artista permaneciam a mesma. E me lembrei da clássica homenagem de Milton Nascimento e Fernando Brandt a esses músicos maravilhosos que encantam os nossos olhos e ouvidos, a qualquer dia, hora ou lugar.


Foi nos bailes da vida / Ou num bar em troca de pão / Que muita gente boa pôs o pé na profissão / De tocar um instrumento e de cantar / Não importando se quem pagou quis ouvir / Foi assim.

Pois nesse dia, quem estava lá, sem se importar se quem pagou quis ouvir, era o Pedrinho (Pedro Vasconcellos). Com sua voz firme, repertório distinto e interpretação suave, ele estava  encantando o cliente errante, que bebia uma cerveja e comia um bolinho de carne seca com catupiri.



E assim, a música vai fazendo a sua perenidade. Nenhuma tecnologia vai substituir a beleza e simplicidade de sentar e ouvir alguém mostrando a sua arte, ali na sua frente, sem palco, luz, maquiagem, distância.

E quando o cliente parou para filmar o Pedrinho, por uma boa coincidência (isso existe?), sabe o que ele estava tocando? "Onde anda você", de Vinícius de Moraes e Hermano Silva. Que fala de amor, de bares, e música. E deixei um pedacinho aqui para você.




E por falar em saudade
Onde anda você
Onde andam os seus olhos
Que a gente não vê
Onde anda esse corpo
Que me deixou morto
De tanto prazer
E por falar em beleza
Onde anda a canção
Que se ouvia na noite
Dos bares de então
Onde a gente ficava
Onde a gente se amava
Em total solidão
Hoje eu saio na noite vazia
Numa boemia sem razão de ser
Na rotina dos bares
Que apesar dos pesares
Me trazem você
E por falar em paixão
Em razão de viver
Você bem que podia me aparecer
Nesses mesmos lugares
Na noite, nos bares
Onde anda você

Para quem ainda não conhece, o Boteco Cevada mantém essa tradição de oferecer boa música, diariamente, para o cliente fiel ou não, apenas passante, andante ou errante.

Viva a música!

Referências:

Boteco Cevada. Praça Serzedelo Correa, 27. Copacabana. (http://facebook.com/botecocevada)

Pedrinho (Pedro Vasconcellos):
Instagram: https://www.instagram.com/pedrinhomusica/
Facebook: https://www.facebook.com/pedrinhomusica/
Site: http://pedrinhomusica.com/ 

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Eu quero um banho de cheiro

Tem artista que ilumina qualquer palco com sua própria luz, que canta e encanta, que muda o clima.

Elba Ramalho é uma delas e um bom exemplo foi o show de encerramento do evento Rio Gastronomia 2018, no final de agosto.

A chuva caiu forte mas o povo não arredou o pé, cantando e dançando do início ao fim. Muita alegria, bom humor e talento! Foi um banho de cheiro!

Eu quero um banho de cheiro
Eu quero um banho de lua
Eu quero navegar
Eu quero uma menina
Que me ensine noite e dia
O valor do bê-a-bá
O bê-a-bá dos seus olhos
Morena bonita da boca do rio
O bê-a-bá das narinas do rei
O bê-a-bá da bahia
Dançando alegria
Magia, magia, nos filhos de gandhi
No bê-a-bá dos baianos
Que charme bonito, foi o santo que deu
No bê-a-bá do senhor do bonfim
No bê-a-bá do sertão
Sem chover, sem colher
Sem comer, sem lazer,
O beabá do brasil





terça-feira, 4 de setembro de 2018

Todos cantam Roberto

Ele é um fenômeno em inúmeros aspectos.

Desde a década de 60 vem fazendo sucesso, mesmo tendo mudado o estilo ao longo desses anos.

Mas entre todos os estilos, a proposta de oferecer a música romântica foi a que prevaleceu.

Muitos artistas iniciaram a carreira na música aprendendo a tocar e cantar suas músicas. E tanto os mais jovens como os veteranos, o reverenciam em shows, discos e regravações. É quase certeza de sucesso cantar Roberto Carlos.

Por isso fizemos essa lista, chamada Todos cantam Roberto. O título é uma constatação, seja em programas de rádio e televisão, em CDs e DVDs, muitos deles só com músicas do Rei.

Essa lista é para você que curte Roberto Carlos, mesmo em outras vozes e ritmos. Aperte o play e pode curtir Alcione, Erasmo Carlos, Nara Leão, Bruno & Marrone, Lulu Santos, Nana Caymmi, Claudia Leite, Emílio Santiago, Kid Abelha, Jota Quest, Titãs, Vanessa da Mata, Caetano, Ana Carolina, Fernanda Takai, Zezé de Camargo & Luciano, Roberta Miranda, Roberto Leal, Agnaldo Timóteo e Thiago Farra. Todos cantando Roberto!


Link para a playlist:
https://open.spotify.com/user/ripemattos/playlist/3PGy0F4NLBFzY36M4kb0r1

Entre todas essas regravações, escolhi este vídeo da Fernanda Takai, ao vivo, cantando "Você já me esqueceu".




Você já me esqueceu

Vem,
Você bem sabe que aqui é o seu lugar
E, sem você, consigo apenas compreender
Que sua ausência faz a noite se alongar

Vem,
Há tanta coisa que eu preciso lhe dizer
Quando o desejo que me queima se acalmar
Preciso de você para viver

É noite, amor
E o frio entrou no quarto que foi seu e meu
Pela janela aberta onde eu me debrucei
Na espera inútil e você não apareceu

Você já me esqueceu
E eu não vejo um jeito de fazer você lembrar
De tantas vezes que eu ouvi você dizer
Que eu era tudo pra você

Você já me esqueceu
E a madrugada fria agora vem dizer
Que eu já não passo de nada pra você
Você já me esqueceu

Você já me esqueceu
Você já me esqueceu

É noite, amor
E o frio entrou no quarto que foi seu e meu
Pela janela aberta onde eu me debrucei
Na espera inútil e você não apareceu

Você já me esqueceu
E eu não vejo um jeito de fazer você lembrar
De tantas vezes que eu ouvi você dizer
Que eu era tudo pra você

Você já me esqueceu
E a madrugada fria agora vem dizer
Que eu já não passo de nada pra você
Você já me esqueceu

Você já me esqueceu
Você já me esqueceu

Você não veio amor
Você já me esqueceu.

domingo, 26 de agosto de 2018

Prêmio da Música Brasileira 2018 e Luiz Melodia

Tente passar pelo que estou passando, tente me amar por que estou te amando...

Gostou desse início, hein? Pois neste ano, a edição número 29 do Prêmio da Música Brasileira, fez uma homenagem especial ao autor desses versos, Luiz Melodia, que morreu em agosto de 2017.

Por isso, nos intervalos entre as premiações, foram apresentadas algumas de suas principais músicas, interpretadas por artistas que foram seus colegas, parceiros ou simplesmente admiradores.

Bom, a festa do prêmio foi muito legal, com a presença de Alcione, João Bosco, Iza, Moacyr Luz, Leci Brandão, Caetano, Bethânia, Indiana Nomma, Fabiana Cozza, Yamandu Costa, Baby do Brasil, Sandra de Sá, Lenine, Zezé Motta e por aí vai, com um time de craques, na plateia e no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Entre as músicas de Luiz Melodia, uma delas não me sai da cabeça, Pérola Negra, com uma emocionante interpretação de Caetano, Bethânia e a família Veloso: Moreno, Zeca e Tom Veloso. Aliás, essa música deu nome ao primeiro disco de Luiz Melodia, no ano de 1973, após o tremendo sucesso da gravação de Gal Costa dessa mesma música.

Por isso, estou registrando aqui em nosso blog, o vídeo dessa música na apresentação do Prêmio, e também o álbum original Pérola Negra, com 10 músicas, entre elas, além da música título, a famosa e por que não dizer, antológica, Estácio, Holly Estácio (...se alguém quer matar-me de amor que me mate no Estácio...).

Bom, chega de papo e vamos para as músicas, começando com o álbum e depois com o vídeo.
Link para o álbum no Spotify: https://open.spotify.com/album/0z6AZB5WmsXHHgvQLRYCty



Pérola Negra

Tente passar pelo que estou passando
Tente apagar este teu novo engano
Tente me amar pois estou te amando
Baby, te amo, nem sei se te amo

Tente usar a roupa que estou usando
Tente esquecer em que ano estamos
Arranje algum sangue, escreva num pano
Pérola Negra, te amo, te amo

Rasgue a camisa, enxugue meu pranto
Como prova de amor mostre teu novo canto
Escreva num quadro em palavras gigantes
Pérola Negra, te amo, te amo

Tente entender tudo mais sobre o sexo
Peça meu livro querendo eu te empresto
Se inteire da coisa sem haver engano
Baby te amo, nem sei se te amo

Baby te amo, nem sei se te amo
Baby te amo, nem sei se te amo





Se você gosta de música, curta, compartilhe e siga o nosso blog aqui no Google+ ou no facebook, através do link: facebook.com/vemvindoumamelodia

domingo, 5 de agosto de 2018

Música ao vivo, com Beatles, sempre uma boa opção

Bares e restaurantes com música ao vivo representam uma das melhores opções quando se pretende sair à noite. E há escolhas possíveis para todos os estilos de música.

No Rio de Janeiro, aos sábados, uma escolha certa para quem curte as músicas dos Beatles é vivenciar uma banda cover. O bar e restaurante Severyna, no bairro de Laranjeiras, oferece essa opção aos seus clientes há muitos anos e o local já se transformou em um ponto de encontro para os "beatlemaníacos", mas também para quem quer ouvir um som que marcou várias gerações.



Eu já conheci duas dessas bandas cover, com idades e estilos diferentes mas ambas demonstrando que a música dos Beatles continua viva, seja onde for.

Uma delas é a Eleanor Beatles Band, um grupo jovem, animado e respeitado pelas gerações mais antigas que curtiram e curtem o som dos garotos de Liverpool. No vídeo abaixo, publicado em nossa página do facebook, você pode ter uma ideia do som desses garotos cariocas, que tocaram no Severyna por 15 anos, mas agora estão em outros lugares da noite do Rio.




Uma outra banda cover, eu conheci no sábado passado, também se apresentando no Severyna. É a The Walrus Beatles Band. A formação é diferente, com um grupo sênior, que gosta de tocar Beatles  com muita garra e qualidade. Também tem um vídeo aqui para você conhecer um pouquinho do som dessa galera.




Se você gostou da proposta dessas bandas cover, seguem as referências para sua programação.

Bar e Restaurante Severyna de Laranjeiras:

Eleanor Beatles Band

The Walrus Beatles Band



domingo, 22 de julho de 2018

Tony Silva, artista de rua

O artista de rua é um herói; romântico, corajoso e cheio de esperança. A rua não é um bom lugar para encontrar um talento? Aqui neste vídeo está o Tony Silva, cantando e tocando o seu violão, ao lado do Museu do Amanhã, na Praça Mauá, centro da cidade do Rio de Janeiro. Antes ele tocava no Metrô mas agora o visual é melhor!
Este vídeo foi publicado pela primeira vez na página Vem Vindo uma Melodia, no facebook.

 

Para vê-lo no Metrô, sem se importar se quem passou quer ouvir, está no YouTube:
https://youtu.be/vC9MMpoe87Q

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E clique aqui para conhecer a nossa página no facebook, curtir e seguir. O endereço é este:
https://www.facebook.com/vemvindoumamelodia/

terça-feira, 12 de junho de 2018

Dia dos Namorados e a música romântica de Roberto Carlos

No dia dos namorados, há muitas listas para escolher. Mas há um cantor brasileiro que supera todos os outros quando o assunto é romance.

Por isso, nesse dia dos namorados, resolvemos publicar uma playlist denominada Roberto Carlos Romântico Top 10. Tenho quase certeza que você vai curtir.

"Eu sou aquele amante à moda antiga, do tipo que ainda manda flores..."

Para ouvir no Spotify, clique aqui.

São dez músicas que caracterizam muito bem o romantismo que não sai de moda:

Olha
Como vai você
Você já me esqueceu
Café da manhã
O gosto de tudo
Amante à moda antiga
Eu preciso de você
Outra vez
Esse Cara sou Eu
Detalhes


Endereço da playlist no Spotify:

Então, falou em romance, esse cara sou eu.
"O cara que sempre te espera sorrindo / Que abre a porta do carro quando você vem vindo / Te beija na boca, te abraça feliz / Apaixonado te olha e te diz / Que sentiu sua falta e reclama / Ele te ama / Esse cara sou eu"

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Stand by Me, sob a regência de Karen Gibson

Uma música se destacou no final de semana: Stand by Me, um clássico gospel que já teve mais de 400 regravações desde seu lançamento na década de 60. E o destaque foi por causa da belíssima interpretação feita pelo Coral do Reino Unido, sob a regência de Karen Gibson, durante a cerimônia de casamento real entre Harry e Meghan, na Inglaterra.


segunda-feira, 7 de maio de 2018

Somos os Cantores do Rádio

Para as cantoras do rádio houve música e musical. Mas quem foram os cantores do rádio?

Um dia desses fui puxando a memória da minha mãe e, um por um, fomos elencando alguns cantores da antiga e seus sucessos das décadas de 30 e 40. Voz empostada, paletó, cabelo engomado, essas eram algumas das características desses que fizeram enorme sucesso nas emissoras de rádio do Brasil.

Ao fazermos essa lista, elencamos os seguintes nomes, escolhendo-os como as referências principais para serem chamados de Os Cantores do Rádio. Vamos a eles: Carlos Galhardo, Vicente Celestino, Francisco Alves, Orlando Silva e Sílvio Caldas.



Com isso, homenageando a terceira idade, o rádio e a nostalgia, preparamos essa playlist.

Muitas das músicas são conhecidas até hoje por terem sido regravadas por vários outros artistas ao longo dos anos. Mas aqui colocamos as gravações com seus intérpretes originais.

Entre elas você vai ouvir:
Deusa da minha rua (Sílvio Caldas)
Carinhoso (Orlando Silva)
O Ébrio (Vicente Celestino)
Fascinação (Carlos Galhardo)
Nervos de Aço (Francisco Alves)

E por aí vai, esse festival de sucessos da antiga.

Para ouvir a lista no Spotify, clique aqui.



Agora coloque para tocar para sua mãe, pai, avós, bisavós, enfim, dependendo da sua idade, para quem você acha que vai curtir essa lista de verdade.


E para terminar, em um vídeo de 1978, Sílvio Caldas canta Chão de Estrelas, na TV Cultura.


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Flávio Venturini, Bach e o Céu de Santo Amaro

Um dia desses uma amiga me mostrou a música Céu de Santo Amaro, do Flávio Venturini,  e me contou que a melodia é uma adaptação de uma Cantata de Bach. E eu, na minha completa ignorância sobre esse fato fiquei quietinho na hora, como se já soubesse...

Mas todo dia é dia de aprender. Ainda mais no universo da música. E lá fui eu.

Descobri que essa história já deu pano pra manga, e até acusação de plágio chegou a ser cogitada.

Mas que nada, quem conhece a sensibilidade de Flávio Venturini e a qualidade de suas composições, deduz na hora que a inspiração e o bom gosto foram a razão fundamental da escolha. A música ficou linda e fez um enorme sucesso, principalmente na versão em dueto com Caetano Veloso, que foi tema de uma novela. Confira a letra:

Céu de Santo Amaro

Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós

A força desse amor
Nos invadiu
Com ela veio a paz, toda beleza de sentir
Que para sempre uma estrela vai dizer
Simplesmente amo você
Meu amor
Vou lhe dizer
Quero você
Com a alegria de um pássaro
Em busca de outro verão
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Na noite do sertão
Meu coração só quer bater por ti
Eu me coloco em tuas mãos
Para sentir todo o carinho que sonhei
Nós somos rainha e rei
Olho para o céu
Tantas estrelas dizendo da imensidão
Do universo em nós
A força desse amor nos invadiu
Então
Veio a certeza de amar você






E quanto à música original de Johann Sebastian Bach? Bom, uma das características de suas composições eram as cantatas, ou seja, sinfonias cantadas, usualmente com coros ou corais.

Em seu caso, muitas delas foram feitas para a igreja luterana. É o caso da Cantata BWV 156, apresentada pela primeira vez no ano de 1729. Essas composições clássicas tinham várias partes e algumas delas por sua características, beleza, harmonia, enfim, ficavam marcadas mais do que a obra como um todo. No caso dessa Cantata, a parte inicial, instrumental, também chamada de Arioso, é um desses casos e foi a inspiração, duzentos e setenta anos depois, para a composição do Flávio Venturini.

J.S. Bach
O vídeo seguinte mostra uma interpretação dessa parte, o Arioso da Cantata BWV 156, de Johann Sebastian Bach. Interpretação de Georg Mertens (Cello) e Gavin Tipping (piano).



Para finalizar, deixo com você uma playlist de músicas do Flávio Venturini, contendo Céu de Santo Amaro, Trem Azul, Todo Azul do Mar e outros sucessos. Aperte o play e pode curtir.






http://g1.globo.com/minas-gerais/noticia/2015/05/flavio-venturini-lanca-songbook-com-60-musicas-dos-40-anos-de-carreira.html